A Brigada Militar confirmou que uma patrulha especial já opera, em caráter experimental, buscando coibir assaltos contra o transporte coletivo na zona Leste de Porto Alegre. O efetivo, que pertence ao 20º Batalhão de Polícia Militar, age também nas áreas do 19º e do 11º BPMs, onde os rodoviários dizem haver registro mais frequente de ataques.
De acordo com os militares, a estratégia permite que os PMs entrem em território de batalhões vizinhos, alternando pontos e locais de realização de barreiras e blitze. Os integrantes da patrulha especial – que começou a operar após o Estado integralizar o pagamento dos salários de julho do funcionalismo – fazem abordagens e atendem, exclusivamente, ocorrências relacionadas ao transporte coletivo.
Reunião sobre o “prende e solta”
Reunião nesta quinta-feira entre representantes da BM, Carris, Tribunal de Justiça, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), consórcios de empresas de ônibus e Sindicato dos Rodoviários tratou do assunto na sede do 1º BPM. O grupo entregou ao representante do Judiciário um pedido de audiência para discutir o chamado “prende-solta” – o retorno rápido às ruas da maioria dos assaltantes de ônibus identificados e presos pela Polícia.
O encontro também atestou que houve aumento no número de operações policiais no eixo das avenidas Antônio de Carvalho, Protásio Alves e Ipiranga. A ação refletiu-se em redução de 50% no número de assaltos no início de agosto, em relação ao mesmo período do mês anterior, nos ônibus da Carris. Cada um dos consórcios e a Carris fizeram ainda a apresentação dos relatórios de ocorrências de assaltos em ônibus, com troca de informações.
Patrulha especial opera para evitar ataques a ônibus na zona Leste da Capital
Representantes do setor pediram audiência com o Judiciário para discutir “prende-solta” de assaltantes