Polícia

Patrulhas Especiais treinam PMs para uso de pistola Taser

Arma não letal dispara dardos que imobilizam pessoa atingida

Pistola Taser dispara dardos que imobiliza pessoa atingida
Pistola Taser dispara dardos que imobiliza pessoa atingida Foto : Carla Ruas
Desde o início deste ano, pelo menos oito policiais militares das Patrulhas Especiais (Patres) já estão usando a pistola Taser em suas ações. As Patres contam com duas armas desse tipo em seu arsenal e já a usaram duas vezes com sucesso. Todos os operadores tiveram que participar de um curso, com duração de 40 horas, que os habilitou a usar a arma não letal. Em um dos módulos, o candidato levou um disparo da arma para sentir como ela age. Tudo feito em um ambiente controlado.

Um dos participantes do curso, o soldado da Patres, Marcos Mattos Teresa, lembrou a experiência de ter sido atingido por um disparo da Taser. Não houve o disparo, os fios com o dardo que a arma lança foram fixados no corpo do aluno e depois foi acionado o mecanismo. “A pessoa fica imobilizada, não mexe um músculo sequer”, contou Marcos. “Com certeza é a arma para ser usada em casos de sequestro ou onde está ocorrendo alguma briga.”

Arma já foi usada em penitenciária e em ação contra o tráfico

O comandante das Patres, major Francisco Vieira, disse que a unidade já usou a arma em duas ocasiões. A primeira foi em dezembro, quando as Patrulhas foram acionadas para fazer um desalojamento na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas. Um dos detentos se recusou a sair da cela e se rebelou contra os PMs. Foi usada a pistola, que controlou a situação, sem necessidade de disparar um único tiro. “A outra foi este ano, quando em uma ação contra o tráfico de drogas na Lomba do Pinheiro”, contou Vieira. “Um homem quis avançar para cima do policial militar e usamos a Taser, controlando a situação.”

Sempre dois operadores, salientou o major, estão com a pistola em uma ocorrência. Se uma delas falhar, o outro pode usar rapidamente, controlando a situação. “A prudência recomenda que sempre sejam dois PMs com a pistola”, avaliou o major. “Em operações que haja a necessidade do uso da pistola, são acionados os dois operadores, que podem estar em equipes diferentes.”

De acordo com o capitão Cristiano Moraes, que ministra o curso de manuseio da Taser, já foram feitos 12 edições deste, com duração de 40 horas (uma semana) de duração. “Cada edição é feita com intervalo de uma semana”, salientou o oficial. “E em cada uma delas, são cinco turmas com 20 alunos cada.”