O delegado afirmou, ainda, que a preocupação da Polícia é evitar que o artefato seja utilizado para ações criminosas, especialmente em ataques a bancos do Interior do Estado. Cavalheiro reforçou que a prioridade nas investigações é recuperar a carga de explosivos roubada.
Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos, delegado Juliano Ferreira, responsável por investigar a origem dos artefatos usados por criminosos em ataques a bancos nos últimos meses, é muito difícil fiscalizar as empresas que vendem e utilizam explosivos no Estado.
De acordo com dados da Polícia, em 2010, já foram registrados no Rio Grande do Sul 11 ataques a bancos com uso de explosivos. O último caso ocorreu na terça-feira, quando o cofre de uma agência do Banco do Brasil foi explodido em Paverama, na região do Vale do Taquari. De acordo com a Brigada Militar (BM), pelo menos cinco homens armados com fuzis participaram do crime usando pelo menos três carros.
Grupo rouba explosivos de pedreira de Jundiaí
Em Jundiaí, no interior de São Paulo, um grupo com seis homens armados roubou 275 quilos de dinamite de uma pedreira, também na madrugada desta quarta-feira. Segundo o 6º Departamento de Polícia, que investiga o caso, o bando invadiu a empresa TPI, no bairro Terra Nova, rendeu e amarrou três funcionários Um deles conseguiu desamarrar os braços e pernas e chamou a Polícia Militar (PM). Na ação, que durou quatro horas, foram roubados ainda detonadores, um temporizador para detonação e os celulares dos funcionários O bando conseguiu fugir.