De acordo com o primeiro-sargento Geverson Ferrari, comandante do Pelotão de Motos do 33º BPM, foi montado um cenário, que reproduz as cenas de violência, usualmente enfrentadas pelos policiais militares (PMs) no cotidiano. A simulção serve para testar a precisão dos PMs, além do auto-controle quando se deparam com situações em que deverão decidir, em frações de segundos, se devem atirar ou não.
Negociação
Para este treinamento, foram colocados alvos em locais estratégicos, que representavam agressores sem armas ou com outro tipo de armamento, como facas ou objetos que podem ferir. O objetivo era praticar a negociação, restringindo o uso da arma de fogo ao máximo. Esta só deveria ser usada como último recurso.
Para Ferrari, o treinamento foi positivo, pois impôs aos integrantes do Pelotão de Motos situações limites, mesmo que virtuais. Para o sargento, saber decidir a hora de efetuar o disparo é muito mais importante do que dar um tiro sem a certeza da real necessidade de fazê-lo. “Nossa missão principal é priorizar a vida, mesmo que seja de uma pessoa que praticou um crime”, observou o comandante do Pelotão de Motos.
São feitos treinamentos com espingardas calibre 12 e pistolas calibre 40 | Foto: 33º BPM / Divulgação / CP
Exército
Não é a primeira vez que o 33º BPM participa de manobras, onde são simuladas situações limites. No final do ano passado, os policiais militares participaram de um treinamento conjunto com integrantes de um batalhão do Exército que estavam indo para a missão de paz no Haiti.
Na ocasião, a ruas da periferia de Sapucaia do Sul, foram transfromadas em cenário, representando um certo perigo. Situação que os militares poderiam enfrentar no país caribenho. Foram treinadas formas de abordagem, de entrada em locais potencialmente perigosos, entre outros.