A perícia aguarda o depoimento de técnicos da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que estiveram no local após o fato para confirmar se o portão do edifício estava energizado. “Ela teve uma parada cardiorespiratória”, antecipou o titular interino da 9ª Delegacia de Polícia, delegado Carlos Miguel Locks Xavier, que acompanhou na manhã desta terça-feira o trabalho dos peritos. “Ainda não sabemos se foi por choque elétrico”, observou. O corpo foi recolhido pelo Departamento Médico Legal (DML), que realizou a necropsia e deve emitir laudo. A Polícia Civil pretende conferir também se as câmeras de segurança da área registraram algo.
A pecuarista estava com uma amiga, a psiquiatra gaúcha Anelise Carvalho Figueiredo, de 47 anos, quando ocorreu o incidente. De acordo com ela, chovia forte quando ambas desceram de um táxi em frente ao edifício em que mora. O entorno estava alagado por causa do acúmulo de água da chuva. No caminho, a vítima recebeu a descarga elétrica. Não foi possível socorrê-la, pois o corpo ainda estava energizado. “Ela estava um pouco mais a frente do que eu, começou a gritar e caiu”, contou Anelise Carvalho Figueiredo, lembrando que a água acumulada estava na altura dos joelhos.
O corpo da pecuarista deve ser liberado pelo Departamento Médico Legal (DML) após a chegada de familiares vindos da Argentina. Norma Adriana Gonzales estava no Rio Grande do Sul desde a Expointer de 2012. “Quero entender como a água estava energizada. Sei que não trará a vida dela de volta, mas evitará que novos incidentes ocorram”, desabafou a amiga.