Polícia

Perícia aguarda técnicos para confirmar se portão estava energizado

Argentina de 47 anos morreu após descarga elétrica durante temporal em Porto Alegre

Polícia Civil pretende ainda conferir se as câmeras de segurança da área registraram algo
Polícia Civil pretende ainda conferir se as câmeras de segurança da área registraram algo Foto : André Ávila
Uma equipe do Departamento de Criminalística realizou uma perícia no local onde a pecuarista argentina Norma Adriana Gonzales, de 47 anos, morreu durante o temporal da noite dessa segunda-feira em Porto Alegre. A vítima recebeu uma forte descarga elétrica em frente a um prédio na rua Andaraí, no bairro Passo D’Areia, na zona Norte da Capital.

A perícia aguarda o depoimento de técnicos da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que estiveram no local após o fato para confirmar se o portão do edifício estava energizado. “Ela teve uma parada cardiorespiratória”, antecipou o titular interino da 9ª Delegacia de Polícia, delegado Carlos Miguel Locks Xavier, que acompanhou na manhã desta terça-feira o trabalho dos peritos. “Ainda não sabemos se foi por choque elétrico”, observou. O corpo foi recolhido pelo Departamento Médico Legal (DML), que realizou a necropsia e deve emitir laudo. A Polícia Civil pretende conferir também se as câmeras de segurança da área registraram algo.

A pecuarista estava com uma amiga, a psiquiatra gaúcha Anelise Carvalho Figueiredo, de 47 anos, quando ocorreu o incidente. De acordo com ela, chovia forte quando ambas desceram de um táxi em frente ao edifício em que mora. O entorno estava alagado por causa do acúmulo de água da chuva. No caminho, a vítima recebeu a descarga elétrica. Não foi possível socorrê-la, pois o corpo ainda estava energizado. “Ela estava um pouco mais a frente do que eu, começou a gritar e caiu”, contou Anelise Carvalho Figueiredo, lembrando que a água acumulada estava na altura dos joelhos.

O corpo da pecuarista deve ser liberado pelo Departamento Médico Legal (DML) após a chegada de familiares vindos da Argentina. Norma Adriana Gonzales estava no Rio Grande do Sul desde a Expointer de 2012. “Quero entender como a água estava energizada. Sei que não trará a vida dela de volta, mas evitará que novos incidentes ocorram”, desabafou a amiga.

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