Polícia

Perícia confirma digital de suspeito de chacina na Restinga

Outro indício contra o homem é a existência de cortes nas mãos compatíveis com o uso de cacos de vidros

Crime ocorreu no sábado, na Restinga, zona Sul de Porto Alegre
Crime ocorreu no sábado, na Restinga, zona Sul de Porto Alegre Foto : Tarsila Pereira / CP Memória
O suspeito de cometer a chacina na Restinga, um jovem de 24 anos, teve suas impressões digitais encontradas pela perícia do Departamento de Criminalística na cena do crime. Trata-se da última prova que falta para incriminar o rapaz. Os agentes da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídio e Proteção à Pessoa (4ª DPHPP) de Porto Alegre já haviam derrubaram o álibi apresentado pelo jovem. De acordo com o delegado Adriano Melgaço, o suspeito jamais esteve na casa noturna, na área central da cidade, no período em que ocorreu o crime. Os policiais civis assistiram a cerca de quatro horas de imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento. “O suspeito não entra e nem sai naquele horário”, assegurou o titular da 4ª DPHPP.

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Outro indício contra o suspeito é a existência de cortes nas mãos. Melgaço explicou que os ferimentos são compatíveis com o uso de cacos de vidros, objeto usado para degolar Sandra Regina Farias Fim, de 62 anos, a filha dela, Lauren Roseane Farias Fim, de 27 anos, e os netos Vitória Regina Fim Rodrigues, de 17 anos, e Gregory Fim da Silva, de seis anos, dentro da residência, no bairro Restinga, na madrugada de sábado passado. O suspeito é ex-namorado de Lauren, que foi ameaçada por ele inclusive através do Facebook. Conforme o titular da 4ª DPHPP, o depoimento de várias pessoas também apontaram para o suspeito como o responsável pela chacina. “Uma das vítimas falou por telefone com alguém de que ele estava na volta”, lembrou.

Além da perícia feita pelo Departamento de Criminalística no dia em que houve a chacina, o delegado Adriano Melgaço revelou que houve uma segunda perícia na residência das vítimas. O objetivo foi “certificar-se” de algumas informações obtidas na cena do crime. Já na casa do suspeito, que está preso temporariamente, os agentes da 4ª DPHPP cumpriram mandado de busca e apreensão. “Coletamos alguns itens que não posso revelar por enquanto”, afirmou o delegado.