Conforme Faturi, o homem morava no bairro Boa Vista, assim como a vítima, e a observou durante uma semana antes de cometer o crime. "Ele trabalhava como servente em uma obra na rua da escola dela e fazia o mesmo caminho que a estudante, no mesmo horário", relata. Assim, o homem teria planejado o ocorrido e levado Marciele para um matagal, onde a estuprou, matou e depois roubou seu celular, de acordo com o delegado.
A polícia chegou até ele rastreando o aparelho, que foi localizado com uma mulher que indicou onde tinha conseguido. Na casa do suspeito, foram encontrados o cartão de memória do celular, uma faca com resquícios de sangue e tecidos queimados, semelhante aos que estavam enrolados no pescoço da vítima. Os materiais foram encaminhados para análise, mas o resultado ainda não saiu.
O inquérito foi concluído e será remetido à Justiça. O indiciamento ocorrerá por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e roubo. "Pela frieza e crueldade que apresenta, o suspeito não pode ficar solto, pois pode voltar a cometer outros crimes do tipo", afirma o delegado. O homem possui passagens pela Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) desde os 13 anos, inclusive por estupro. Como maior de idade, já foi preso e tem antecedentes por ameaça com faca, roubo e furto, segundo Faturi.
Marciele foi assassinada na manhã do dia 17 de maio quando seguia para a Escola Rio Pardo, no bairro Guerino, onde cursava a 7ª série. O corpo da adolescente foi encontrado pelos familiares à noite em um matagal nas proximidades de um corredor que liga a avenida Rio Branco à BR 471, próximo ao entroncamento com a ERS 403, por onde a menina passava todos os dias para ir até o colégio.
O corpo não apresentava sinais de violência sexual, por isso a hipótese inicial da polícia é de que se tratasse de um homicídio. No andamento da investigação, porém, o delegado passou a acreditar que se tratava de um latrocínio, já que o celular da vítima havia sido levado.