A Brigada Militar, em trabalho conjunto com a Prefeitura, deu apoio logístico a esta etapa inicial, com o isolamento do cemitério. Serão criados três ambientes privativos no local. Um para peritos, na área próxima ao jazigo da família Goulart e que funcionará como um Hospital de Campanha, outro para acomodar familiares e um terceiro para imprensa e autoridades.
Chegam a São Borja no final da tarde desta terça-feira a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Está marcada para as 18h, no CTG Tropilha, a realização de uma audiência pública de esclarecimentos à comunidade e a reafirmação de que os restos mortais de Jango serão devolvidos à cidade natal. O governador Tarso Genro chega ao município na manhã desta quarta.
Amanhã é considerado o "Dia D" na operação de exumação do corpo de Jango. Os restos mortais do ex-presidente devem ser levados na quinta para Brasília, onde serão recebidos com honras militares pela presidente Dilma Rousseff.
Deposto pelo regime militar (1964-1985), Goulart morreu no exílio, no dia 6 de dezembro de 1976, na Argentina. O objetivo da exumação é descobrir a real causa da morte e se ele foi assassinado. Por imposição do regime militar brasileiro, João Goulart foi sepultado em sua cidade natal, São Borja, na Fronteira Oeste do Estado, sem passar por uma autópsia.
Existe a suspeita de que sua morte pode ter sido articulada pelas ditaduras do Brasil, da Argentina e do Uruguai, na chamada Operação Condor. Após os exames, os despojos voltarão para São Borja no dia 6 de dezembro, data de morte do ex-presidente.
Com informações do repórter Alberi Cogo