O tronco localizado no Rio Jacuí, em Triunfo, nessa terça-feira, é de Mariana Sampaio, 28 anos, vista por último no dia 26 de abril em Charqueadas. Já a perna encontrada no último domingo, também nas águas, é de Verônica de Paula, 24, companheira dela. As duas eram monitoradas com tornozeleiras.
Inicialmente, peritos acreditaram que todos os restos mortais eram de Verônica, com base em comparação visual, mas o entendimento foi revisto após exames adicionais no Instituto-Geral de Perícias (IGP). Até o momento desta publicação, outras partes ainda não tinham surgido.
Verônica era natural de Butiá e Mariana nasceu em Porto Alegre. Elas somavam antecedentes por tráfico de drogas, entre outros. Começaram o relacionamento no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre, onde Mariana era "plantão de galeria", título dado aos representantes da população carcerária.
Mariana violou o monitoramento em 17 de abril, mas enviou mensagem às autoridades. “Perdi uma amiga muito próxima”, disse, na ocasião. Dez dias depois, o sinal da tornozeleira cessou.
O caso não é visto como feminicídio, de acordo com a Polícia Civil, sendo tratado como duplo assassinato no contexto de facções da Região Carbonífera. A investigação não descarta que integrantes da quadrilha Os Manos possam ter desconfiado que as mulheres fossem do bando rival, Bala na Cara. As gangues disputam pontos de tráfico em Charqueadas.