Polícia

PF admite que empresas de vigilância clandestinas ainda funcionam no Estado

Operação Varredura fechou nesta sexta-feira 50 locais irregulares, mas problema persiste

A Operação Varredura da Polícia Federal fechou, nesta sexta-feira, 50 empresas de segurança clandestinas, no Rio Grande do Sul. Apesar da ação, a PF reconhece que outras companhias ilegais do setor seguem atuando. A estimativa é de que menos da metade dos locais irregulares tiveram as atividades encerradas pela “Varredura”.

Os flagrantes, que mobilizaram 13 delegacias federais, ocorreram, principalmente, em Porto Alegre, Região Metropolitana, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Passo Fundo. Todas as empresas de vigilância tem 10 dias para recorrer. A PF ainda notificou 30 casas noturnas e 35 agências bancárias.

Segundo o superintendente em exercício do órgão no Estado, delegado José Antônio Dornelles, além dos riscos à população em situações de tiroteio com criminosos, a presença de vigilantes ilegais aumenta as chances de informações privilegiadas serem repassadas a quadrilhas. “São casos pontuais, mas sabemos que muitos vigias contribuem em assaltos, ao apontarem locais de fácil acesso para arrombamentos, por exemplo”, alertou Dornelles.