Na abordagem, um dos homens apontou o local onde a droga estava escondida. Desconfiados, os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros para prestar auxílio, que logo constataram haver gás de cozinha dentro do botijão. “Foi um trabalho muito difícil, pois poderia ser uma armadilha. O risco de explosão era iminente”, declarou o Chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, delegado Mário Luís Vieira.
Os peritos criminais federais e os bombeiros trabalharam de várias formas para abrir o equipamento, evitando a produção de fagulhas. “Começamos por cima, junto à mangueira, tentamos a válvula e só descobrimos a janela de acesso da droga na quarta tentativa, utilizando um macaco hidráulico, revelou o Perito Criminal Federal Alexandre Brunatto. Assim que a tampa do “esconderijo” foi aberta, os policiais visualizaram a droga.
Ao todo, foram encontrados 11 quilos de cloridrato de cocaína e 4 quilos de crack, a pasta base da droga. Além do entorpecente, a Polícia Federal apreendeu o caminhão com placas do Paraguai e prendeu os três suspeitos por tráfico internacional de drogas e associação criminosa de drogas, sendo dois deles brasileiros (um de Ponta Porã e outro um traficante conhecido de Pelotas) e um paraguaio. A soma das penas dos dois crimes pode chegar a 25 anos de prisão.
“Vínhamos investigando esta quadrilha há três meses. Os outros membros serão presos nos próximos dias”, afirmou o delegado Mário. O chefe da DRE destacou a surpresa com a forma como a droga foi escondida: “Este foi um dos ‘mocós’ mais elaborados que eu já presenciei. E ainda havia um risco muito grande”. Para o perito Brunatto, o auxílio do Corpo de Bombeiros foi importante para o êxito da ação de forma mais rápida e segura.