Conforme o delegado federal Mario Vieira, em razão disso, o advogado, que teve a prisão preventiva decretada por suspeita de se apropriar de dinheiro de um número estimado de 30 mil clientes durante 15 anos, também deve ser indiciado por crime ambiental. As vítimas não receberam os repasses do escritório de advocacia, depois de terem entrado com processos judiciais contra a CRT, comprada pela Brasil Telecom no Rio Grande do Sul.
A Polícia Federal já solicitou o auxílio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) com o objetivo de prender o suspeito, localizado em um apartamento no litoral dos Estados Unidos. A investigação começou há dois anos após uma representação do Ministério Público Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A Operação Carmelina, que desarticulou o esquema, tomou emprestado o nome de uma das vítimas do advogado. Ela morreu de câncer no intestino sem ter acesso ao dinheiro que ganhou depois de contratar o escritório do advogado. A investigação mostrou que a quadrilha comandada pelo foragido havia se apropriado do valor, de cerca de R$ 125 mil.