Polícia

PF apura suposta fraude em inscrição no Mais Médicos

Documentos foram apreendidos em São Leopoldo, no Vale do Sinos

Polícia Federal divulgou foto de um dos diplomas falsos
Polícia Federal divulgou foto de um dos diplomas falsos Foto : PF / Divulgação / CP
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira uma operação contra um suposto esquema de fraude na emissão de diplomas falsos de medicina que eram revalidados para o exercício da profissão no Brasil e para a participação no programa Mais Médicos. A ação ocorreu no Rio Grande do Sul e em outros 13 estados.

Durante a Operação Esculápio – em referência ao deus da medicina e da cura na mitologia greco-romana -, foi cumprido um mandado de busca em São Leopoldo, no Vale do Sinos, com apreensão de documentos.

Ao todo, foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal no Mato Grosso. Além de São Leopoldo, os mandados foram cumpridos no Mato Grosso, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Roraima e São Paulo.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a Universidade Federal do Mato Grosso entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que entre os inscritos no programa de revalidação, 41 nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.

Na análise dos documentos, a PF constatou que desses 41 inscritos, 29 foram representados por advogados ou despachantes que fizeram a inscrição dos supostos médicos no Programa Revalida. Ainda de acordo com a PF, os acusados vão ser intimados a prestar esclarecimentos e poderão ser responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica.

Com informações da Agência Brasil

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