A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira, um mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. A medida faz parte da Operação Editor, deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) simultaneamente nas cidades de Porto Alegre (RS), Juiz de Fora (MG) e Belo Horizonte (MG).
De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal de Juiz de Fora, Ronaldo Guilherme Campos, responsável pela execução da operação, o mandado de busca cumprido na capital gaúcha, onde ninguém foi preso, faz parte do contexto da investigação. Na Capital, a PF apreendeu um notebook, celular, pendrive e HD externo. Todos os mandados foram decretados pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora. "Todas as medidas foram cumpridas, todos os presos foram capturados e agora estão passando por um processo de formalização dos procedimentos da investigação criminal. Os procedimentos serão encaminhados para a Justiça Federal, que expediu as medidas cautelares e o material apreendido será analisado e periciado", explicou Campos.
Nas outras cidades, cinco pessoas foram presas. A finalidade da operação foi apurar fraudes em licitação, falsidade ideológica em documentos públicos, concessão de vantagens contratuais indevidas, superfaturamento e peculato, em Juiz de Fora. Os crimes investigados resultaram em prejuízo de R$ 19 milhões aos cofres públicos.
Foram cumpridos cinco mandados judiciais de prisão preventiva contra o ex-servidores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e empresários vinculados a uma empresa de engenharia, dez mandados de busca e apreensão e um mandado judicial de suspensão do exercício de função pública, além do sequestro de bens dos envolvidos.
A investigação originou-se de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na obra de ampliação do Hospital Universitário da UFJF (HU/UFJF). O preço estipulado para a obra teria saltado de cerca de R$ 149 milhões para mais de R$ 244 milhões. Durante a investigação, foi constatado que representantes da UFJF e da empresa contratada editaram documentos com datas retroativas que foram assinados por técnicos da instituição de ensino e utilizados para justificar alterações contratuais, pagamento de multas. A edição clandestina de documentos inspirou o nome da operação.
PF cumpre mandado em Porto Alegre sobre fraude de R$ 19 milhões em obras de hospital em MG
Ação faz parte da operação Editor, que investiga desvio de dinheiro na ampliação do Hospital Universitária da UFJF