Entre os presos estão integrantes de uma das principais organizações criminosas do País e responsável pela distribuição de cocaína em território brasileiro. Os dois líderes serão encaminhados à Penitenciária Federa de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná.
Desde o início do ano, a PF investiga rede de narcotraficantes que atua a partir da cidade de Aral Moreira (MS), na fronteira com o Paraguai, com a distribuição de centenas de quilos de cocaína para o Brasil, principalmente para a região Sul.
A operação Grumatã iniciou quando surgiram indícios de que a organização era comandada pelo traficante gaúcho conhecido como “Pingo”, extraditado do Paraguai há cerca de dois anos e atualmente recolhido à Penitenciária Agrícola de Piraquara (PR) para cumprimento de penas que somam mais de 40 anos de prisão.
Entre janeiro e agosto de 2012, foram realizados cinco flagrantes no âmbito da operação Grumatã, que resultaram na prisão de nove pessoas, apreensão de 108 quilos de cocaína, armas, veículos e mais de R$ 110 mil em dinheiro.
Família comandava distribuição de cocaína
Em 8 de agosto, a PF apreendeu 16 quilos de cocaína em uma abordagem em Santo Antônio da Patrulha. Investigações levaram a identificação de que a droga teria sido enviada para o Rio Grande do Sul por “Pingo” e por seu filho, residente em Aral Moreira.
A PF identificou que pai e filho são proprietários de três fazendas na região da fronteira do Brasil com o Paraguai. A característica da cocaína distribuída pelos dois é o alto grau de pureza, muitas vezes identificada por uma cabeça de cavalo gravada em relevo diretamente na droga no momento da prensagem. O material apreendido e os bens sequestrados tem um valor estimado em R$ 20 milhões, distribuídos em quatro fazendas, gado, imóveis e veículos de luxo.