Cerca de 200 policiais federais devem cumprir 18 mandados de prisão, três deles contra funcionários públicos do instituto, 10 mandados de condução coercitiva, e 43 de busca e apreensão. Além disso, dois servidores do IFPR devem ser afastados de suas funções. A ação ocorre nas cidades de Curitiba e Cascavel, no Paraná, e em São Carlos e Sorocaba, em São Paulo.
As investigações começaram em março de 2012 e apontam que a quadrilha desviava dinheiro proveniente principalmente do Ministério da Educação desde 2009. A quadrilha atuava por meio de termos de parceria firmados entre o IFPR e duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs). Projetos para cursos à distância do Instituto eram superfaturados e serviços previstos em contrato não eram prestados. Ainda nesse período, a quadrilha conseguiu que alguns de seus integrantes fossem aprovados em concursos públicos para o IFPR de forma fraudulenta.
Para mascarar os crimes, o grupo falsificava contratos e prestações de contas, além de pagar propina a funcionários da autarquia federal e integrantes das OSCIPs. Os integrantes da quadrilha podem responder pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes da lei de licitações.