As investigações, conduzidas pelo Grupo de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas (GFEL) da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), tiveram iníco em abril de 2010. Utilizando cruzamentos de informações provenientes do Projeto Tentáculos, a PF identificou o grupo, que seria liderado por um gaúcho, que teria como "braço-direito" um paraense.
O valor estimado das fraudes cometidas, apenas no período de investigação, supera os R$ 5 milhões, podendo atingir montantes maiores a partir da análise do material apreendido. As fraudes consistiam em invasão de contas da Caixa Econômica Federal e de outros bancos para subtrair valores, através de transferências a “laranjas”, pagamento de boletos bancários e tributos (especialmente IPVA) e compras de mercadorias (como materiais de construção). Empresas de fachada a serviço do grupo eram usadas para emitir boletos sem a devida contrapartida em relação à prestação de serviços ou venda de produtos, para que fossem quitados usando valores desviados das contas invadidas.
Também era intensa a atuação da quadrilha na aquisição de mercadorias e serviços usando cartões de crédito fraudados. Além disso, o grupo invadia contas de clientes de empresas aéreas para emitir passagens a terceiros usando os pontos do programa de milhagem das vítimas.
Os investigados podem responder pelos crimes de furto qualificado, estelionato, formação de quadrilha e interceptação telemática criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.
Operação Dedicado
Participam da operação 78 policiais no Rio Grande do Sul (em 27 viaturas) e mais 12, no Pará (3 viaturas). As investigações fazem parte do Projeto Tentáculos*: parceria entre a Caixa Econômica Federal, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal que utiliza um software desenvolvido para investigar fraudes realizadas contra o banco.
O nome da operação é em razão da quadrilha usar servidores dedicados de rede, localizados no exterior, como forma de tentar ocultar suas ações e dificultar as investigações.