Um funcionário do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, na avenida Sertório em Porto Alegre, era o responsável por repassar o material aos demais integrantes do grupo, que desbloqueavam os cartões e utilizavam em compras na Região Metropolitana. Os dados pessoais das vítimas eram obtidos em sites de consulta comercial. Parte do dinheiro arrecadado pela quadrilha retornava ao funcionário, que já havia sido investigado pela Polícia Civil pelo mesmo delito. Após o início da operação, ele foi afastado das funções na estatal, por determinação da Justiça Federal.
A investigação iniciou em abril de 2010, depois de uma ocorrência de assalto a um carteiro. A partir daí, a PF identificou a maneira como a quadrilha atuava. A operação teve o apoio dos Correios, através da Gerência de Segurança, que repassou imagens do funcionário subtraindo material de dentro do CTCE.
Os investigados irão responder por peculato, formação de quadrilha, estelionato, receptação, falsidade ideológica, falsidade documental, violação e subtração de correspondência. A investigação está a cargo do Grupo de Apoio aos Correios (GAC) da Polícia Federal, criado especialmente para atuar em ocorrências de assaltos a carteiros. Participam da Operação Positus 77 policiais federais.