Ao todo, 59 pessoas foram presas ontem, em sete estados, sendo 12 secretários de saúde e 30 servidores públicos. Uma apuração inicial constatou que apenas um dos grupos investigados movimentou R$ 40 milhões em 2009 e R$ 70 milhões em 2010. No Rio Grande do Sul, foram feitas 25 prisões (incluindo uma em flagrante); em Santa Catarina, três; no Paraná, seis; em Mato Grosso do Sul, seis; em Mato Grosso, 18; e em Rondônia, uma.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude de licitações, formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. As penas somadas poderiam chegar a 45 anos. Conforme a PF, com base em dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cerca de 450 das 497 prefeituras gaúchas negociaram com as empresas de Barão.
Em entrevista ao programa Conexão Guaíba, o superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, informou que há vídeos com o registro de agentes públicos recebendo propina de uma quadrilha com base no município. A PF informou que ainda aguarda uma decisão judicial para divulgar as imagens.