Polícia

PF faz buscas em endereços ligados aos ex-diretores das Lojas Americanas

Os crimes pelos quais os ex-executivos são investigados são manipulação de mercado e uso de informação privilegiada

Ex-executivos são investigados por manipulação de mercado e uso de informações privilegiadas
Ex-executivos são investigados por manipulação de mercado e uso de informações privilegiadas Foto : Mauro Schaefer

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a operação Disclosure, que investiga supostos crimes contra o mercado financeiro e organização criminosa cometidos por ex-diretores e ex-executivos das Lojas Americanas. As informações são do site R7.

Entre os alvos, estão o ex-presidente da rede, Miguel Gutierrez, e o ex-CEO João Guerra Duarte Neto. Ao todo, são 14 investigados, e os mandados estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro. Os crimes pelos quais os ex-executivos são investigados são manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. O R7 tenta contato com a defesa dos citados.

Conforme a decisão judicial que autorizou a operação de hoje, a PF atribui aos investigados supostas manobras fraudulentas destinadas a alterar os resultados reais da empresa. O documento aponta ainda que um dos objetivos seria receber vantagens indevidas com o pagamento de bônus por metas atingidas, e elevar de forma ilícita a cotação das ações da Americanas. Dessa forma, teriam a chance de gerar ganhos financeiros não justificados, uma vez que os suspeitos tinham participação acionária nas empresas.

Segundo investigadores, as manobras teriam causado grande prejuízo aos demais acionistas, principalmente os minoritários, que “em razão da falsa saúde financeira das empresas, operavam transações acionárias com preços inflacionados”.

As investigações foram abastecidas pelas delações premiadas dos ex-diretores Marcelo da Silva Nunes e Flávia Pereira Carneiro Mota. Eles contaram, em delação premiada, que as fraudes se iniciavam com o preparo, pela equipe de relações com investidores de um arquivo chamado “verdes e vermelhos”, que fazia parte de um “kit de fechamento trimestral”. Nele, constava a expectativa de crescimento por parte de analistas de mercado. Segundo as delações, quando elas não eram atingidas, a diretoria mudava os resultados “para não frustrar as expectativas de mercado”.

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