As investigações iniciaram em fevereiro do ano passado pelo Grupo de Repressão a Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, que apurou a possível prática do crime de evasão de divisas e lavagem de dinheiro na fronteira do Estado.
Com a evolução da investigação, foram descobertos vínculos entre o principal suspeito e diversas outras pessoas nos demais Estados que são alvo da operação hoje. A atividade consistia em captar recursos para serem empregados nas transações de compra e venda de títulos da dívida pública da década de 1970, a maioria falsificada. Alguns documentos eram utilizados para financiamento.
Os criminosos prometiam reembolsos entre 10 e 20 vezes o valor investido e, até o momento do resgate integral, antecipavam dinheiro e, assim, faziam girar os recursos. Em uma das ramificações da quadrilha, foi identificada uma mulher que se fazia passar por ministra de Tribunal Superior para obter vantagens econômicas.
Com o cumprimento dos mandados, a investigação procura identificar outras pessoas envolvidas. A operação foi batizada de Grammata, que é a ciência grega que estuda as letras e o alfabeto, já que os principais títulos da dívida pública negociados pelos investigados são Letras do Tesouro Nacional.