Polícia

PF faz simulação antibomba no Aeroporto Salgado Filho

Robô foi utilizado para explodir o suposto artefato em Porto Alegre

PF faz simulação antibomba no Aeroporto Salgado Filho
PF faz simulação antibomba no Aeroporto Salgado Filho Foto : Mauro Schaefer
Eram 16h quando o chefe do Núcleo de Polícia Aeroportuária da Polícia Federal, delegado José Antônio Dornelles, pegou o telefone e ligou para a superintendência, na avenida Ipiranga, informando o nível vermelho. Isto mobilizou o Grupo Antibombas da PF, que se deslocou ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Este foi mais um exercício de simulação, feito a cada dois anos em aeroportos com um fluxo de até 10 milhões de pessoas. Já foram feitas simulações com esta em Uruguaiana e Bagé e, em novembro, será a vez do aeródromo de Pelotas.

Em pouco tempo, o furgão do grupo chegou ao Salgado Filho. Em um primeiro momento, foi preciso verificar o local onde estaria o explosivo, para depois tomar as providências. Após encontrar o suposto artefato, no setor de bagagens de uma companhia aérea, o federais entraram na área e usando um robô, foi feita uma verificação. Em seguida, um agente, com roupa especial também inspecionou o artefato, que estava acondicionado dentro de uma pasta, tipo executivo. “Temos três níveis para este tipo de dação: o verde - que não representa perigo -, o âmbar - médio porte - e o vermelho, que movimenta todo o aparato”, explicou Dornelles. “Nessa simulação, o nível foi o vermelho.”

Depois da constatação da bomba, o robô levou a pasta para uma gramado, onde foi explodida. No meio da operação, uma nota cômica e não programada. Um casal de quero-queros resolveu enfrentar o robô como se fosse uma ameaça ao ninho, que teriam ali perto. Depois de alguns minutos de investidas, as aves se afastaram, retornando logo após a explosão.

De acordo com Dornelles, este tipo de ação já é previsto pela federal. O Exercício Simulado de Ameaça de Bombas (Esab) serve como treinamento para os policiais ficarem alertas. Também é feito - a ação ocorre nesta sexta-feira -, o Exercício Simulado de Apoderamento Ilícito de Aeronaves (Esaia), que é quando o avião a tomado por algum sequestrador. Esta operação é reservada e não é permitido à imprensa acompanhá-la, pois são treinadas estratégias específicas. “No ano que vem o Brasil será o centro das atenções”, comentou Dornelles. “E, devemos estar preparados, até porque não sabemos quais seleções ficarão aqui e dependendo de quem for, a segurança tem que ser mais forte.”