Polícia

PF gaúcha está a postos para ajudar no combate ao crime organizado no RJ

Delegado Ildo Gasparetto tem mantido contato com autoridades cariocas

A resposta aos ataques organizados por facções de traficantes no Rio de Janeiro também pode contar com auxílio da Polícia Federal (PF) gaúcha. Nas últimas 48 horas, o superintendente do órgão no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gaparetto, tem mantido contatos com autoridades cariocas para troca de informações da área de inteligência. Além disso, agentes federais do Estado estão em alerta quanto a possíveis missões, nos próximos dias, na capital fluminense, onde cerca de 17,5 mil policiais estão nas ruas, mas a necessidade de reforço não é descartada.

"Estamos conversando a todo momento com Brasília, e colocando os nossos homens a disposição se necessário, mas por enquanto o trabalho é desenvolvido apenas no campo da inteligência", disse Gasparetto. Ontem, uma reportagem de um jornal carioca informou que carregamento com 275 quilos de explosivos, roubado neste mês de uma pedreira em Gravataí, tinha o Rio de Janeiro como suposto destino. A possibilidade acabou sendo rechaçada pela Secretaria de Segurança fluminense durante esta madrugada, mas ainda é apurada pelos federais. "Após recebermos telefonemas, começamos a investigar esta suspeita", afirmou Gasparetto.

Nesta quarta, o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Jr., confirmou ter sido o interlocutor, no Rio Grande do Sul, com a Secretaria da Segurança do Rio para tratar da informação dos explosivos. "Fui contatado, sim, mas informei que não há nada que aponte neste sentido", disse. 
Além da PF, a Polícia Rodoviária Federal gaúcha também está preparada para enviar homens ao Rio.

A preocupação dos cariocas cresceu nas últimas horas, após interceptações de telefonemas indicarem que as três principais facções do tráfico na cidade - o "Comando Vermelho", o "Terceiro Comando" e os "Amigos dos Amigos" - firmaram um suposto acordo para promoverem atentados terroristas contra órgãos públicos no proximo sábado. A suspeita é de que os ataques estejam sendo ordenados de dentro de presídios federais por megatraficantes que chefiam os grupos.