A Polícia Federal identificou 106 suspeitos de pedofilia na operação Darknet, deflagrada nesta quarta-feira simultaneamente por 44 unidades da PF nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. As informações obtidas durante as investigações que envolvem suspeitos de outros países foram repassadas para autoridades de Portugal, Itália, Colômbia, México, Venezuela.
Segundo o delegado chefe da PF, Sandro Caron, a maioria dos mais de 50 presos eram usuários da internet profunda (deep web) e abusadores de crianças. No Rio Grande do Sul, foram realizadas seis prisões. Os suspeitos foram presos em flagrante em Viamão, Gravataí, Cachoeirinha, Canoas e Sapucaia do Sul. Esta operação tem como objetivo confirmar a identidade dos suspeitos e buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens e abuso sexual de crianças e adolescentes.
Deep Web
A Deep Web, ou "Internet invisível", é onde está todo o conteúdo não indexado pelos motores de busca padrão. A parte visível da Web seria apenas 30% de toda a Web. A imagem de um iceberg é usada para demonstrar essa proporção. Na Deep Web pode-se navegar no anonimato completo, bastando apenas conhecer os meios de acesso. O espaço torna-se atrativo para criminosos, pedófilos, terroristas, traficantes e assassinos, que ficam uma zona conhecida como Dark Net.
Em todo o mundo, as autoridades policiais buscam identificar, monitorar e acabar com os criminosos que se escondem neste lado obscuro e sombrio da Internet. O FBI e a Interpol têm se dedicado à tarefa. No Brasil, a situação não é diferente. A Polícia Federal (PF) lidera as investigações cibernéticas.
PF identifica 106 suspeitos de pedofilia na operação Darknet
No RS, seis pessoas foram presas