Os médicos - 28 de Pernambuco, dez da Paraíba, três do Piauí, um do Rio Grande do Norte e um de São Paulo - respondem em liberdade ao processo e continuam atuando nas suas funções. Os quatro distribuidores, estabelecidos em São Paulo, traziam a fórmula pronta do produto falsificada - uma pequena quantidade de toxina botulínica do tipo "A" misturado à água - enquanto os comerciantes se encarregavam de vender a carga contrabandeada com médicos, clínicas e consultórios especializados.
As informações sobre a conclusão do inquérito da PF foram divulgadas pelo delegado Humberto Freire de Barros, que coordenou a Operação Narke, fruto de nove meses de investigação e deflagrada no último dia 3 de abril. Segundo ele, o lucro era o objetivo do uso do botox clandestino: enquanto a unidade do produto autorizado pela Anvisa pode custar cerca de R$ 1 mil, o irregular era vendido a R$ 400,00.