Durante as investigações as vítimas relataram que eram constrangidas, mediante violência e ameaças, a praticar os atos sexuais. Elas teriam sido espancadas e agredidas com a utilização de uma arma de choque.
O homem, de 36 anos, que se dizia professor de artes marciais, aliciaria as crianças para sua residência, disponibilizando computadores e jogos de videogame. No local, apresentaria filmes pornográficos e forneceria bebida alcoólica e cigarros para as vítimas antes dos abusos, muitas vezes na companhia da esposa. Segundo o inquérito, os abusos ocorriam de forma contínua, o que poderá aumentar a pena imposta aos suspeitos, caso condenados.
O casal ainda exerceria forte pressão psicológica às vítimas para que continuassem a frequentar sua residência e mantivessem silêncio sob a ameaça de matar seus parentes próximos. Além das vítimas já identificadas, há suspeita de que pelo menos mais cinco adolescentes tenham sido vítimas, entretanto não houve, até o momento, elementos suficientes para o indiciamento.
Os autos foram remetidos ao Ministério Público Estadual, para o oferecimento da denúncia. Os crimes de estupro de vulnerável e estupro qualificado têm penas máximas de 15 anos e 12 anos, respectivamente, para cada um dos menores abusados, que ainda poderão ser acrescidas de 1/6 a 2/3, em razão da continuidade.