Segundo a PF, as empresas fictícias ofereciam a pessoas desempregadas a assinatura formal da Carteira de Trabalho sem a real contratação. Após permanecerem “empregadas” pelo período mínimo estipulado pela legislação (6 meses) para terem direito ao seguro, eram “demitidas” e passavam a ter o direito ao benefício social. Pelo acordo, a empresa ficava com 50% dos valores recebidos.
Até o momento, foram confirmadas 670 concessões fraudadas, com prejuízo confirmado de R$ 1.836.756,30 do FAT, sem contar as fraudes do ano de 2011 e as prováveis de natureza previdenciária ou concretizadas a partir de empresas ainda não identificadas, segundo a PF.
A investigação iniciou em julho após informações fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através da Agência de Novo Hamburgo. Os investigados poderão responder por estelionato contra entidade de direito público, formação de quadrilha, falsificação de documento público e particular e uso de documento falso. As penas somadas podem superar a 20 anos de reclusão.
A palavra “arbeit' em alemão significa trabalho e deu nome à operação deflagrada na região do Vale do Sinos, de colonização germânica.