Polícia

PF investiga fraude de R$ 2 milhões em seguro-desemprego

Operação Arbeit foi deflagrada hoje em municípios do Vale dos Sinos

Fraude do seguro-desemprego pode superar R$ 2 milhões no Vale do Sinos
Fraude do seguro-desemprego pode superar R$ 2 milhões no Vale do Sinos Foto : Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Arbeit e cumpre, na manhã desta sexta-feira, mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em cidades do Vale do Sinos para desarticular uma quadrilha suspeita de fraudes que superaram R$ 2 milhões de prejuízo para a União. A investigação da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários identificou, ao menos, cinco empresas que teriam sido criadas para fraudar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) através da obtenção irregular de seguro-desemprego.

Segundo a PF, as empresas fictícias ofereciam a pessoas desempregadas a assinatura formal da Carteira de Trabalho sem a real contratação. Após permanecerem “empregadas” pelo período mínimo estipulado pela legislação (6 meses) para terem direito ao seguro, eram “demitidas” e passavam a ter o direito ao benefício social. Pelo acordo, a empresa ficava com 50% dos valores recebidos.

Até o momento, foram confirmadas 670 concessões fraudadas, com prejuízo confirmado de R$ 1.836.756,30 do FAT, sem contar as fraudes do ano de 2011 e as prováveis de natureza previdenciária ou concretizadas a partir de empresas ainda não identificadas, segundo a PF.

A investigação iniciou em julho após informações fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através da Agência de Novo Hamburgo. Os investigados poderão responder por estelionato contra entidade de direito público, formação de quadrilha, falsificação de documento público e particular e uso de documento falso. As penas somadas podem superar a 20 anos de reclusão.

A palavra “arbeit' em alemão significa trabalho e deu nome à operação deflagrada na região do Vale do Sinos, de colonização germânica.

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