Polícia

PF investiga fraude na gestão de Seguridade Social dos Correios

Prejuízo no fundo de pensão foi estimado em quase R$ 180 milhões

PF investiga fraude na gestão de Seguridade Social dos Correios
PF investiga fraude na gestão de Seguridade Social dos Correios Foto : André Ávila / CP Memória
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira a operação Positus 1, que apura fraudes na gestão de recursos do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis), que podem ter causado um prejuízo de cerca de R$ 180 milhões ao fundo de pensão.  

A PF tem o objetivo de cumpri sete mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal, sendo um em Belém, três em Brasília, um em João Pessoa e outros dois em São Paulo. A pedido da PF, a 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo também expediu um mandado de prisão preventiva para o principal investigado, ex-gestor dos fundos de investimento de recursos do Postalis, que estaria vivendo nos Estados Unidos.

De acordo com a investigação, o ex-gestor requereu passaporte italiano em Miami e há dois meses viajou para a Espanha. Ele não foi localizado e seu nome foi incluído na lista vermelha de procurados internacionais da Interpol. A PF trabalha em cooperação policial com as autoridades americana, italiana e a própria Interpol para localizá-lo e prendê-lo. Foram bloqueados imóveis dos investigados, visando futuro ressarcimento dos prejuízos causados aos fundos.

Fundos de investimento milionários

O inquérito policial foi instaurado em 2012 e identificou que dois fundos de investimentos do Postalis, contendo mais de R$ 370 milhões em recursos aplicados, foram geridos de forma fraudulenta. As transações eram ordenadas por uma administradora de valores com sede em São Paulo, porém, executadas na cidade de Miami, nos Estados Unidos.

A fraude consistia na compra de títulos do mercado de capitais, por uma corretora americana, que os revendia por um valor maior para empresas com sede em paraísos fiscais ligadas aos investigados. Em seguida, os títulos eram adquiridos pelos fundos do Postalis com um aumento ainda maior no valor do título. Assim, em um período de poucos dias e, sem justificativa, a aquisição era feita por um preço mais de 60% maior do que o real valor de mercado.