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PF investiga fraudes em fundos de investimento em Porto Alegre e RJ

Grupo teria ligação com obras de revitalização urbana na Capital gaúcha

PF investiga fraudes em fundos de investimento em Porto Alegre e RJ
PF investiga fraudes em fundos de investimento em Porto Alegre e RJ Foto : Polícia Federal / Divulgação / CP
Uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quinta-feira, investiga fraudes relacionadas a fundos de investimento em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Um dos fundos estaria ligado às obras do Cais Mauá. A ofensiva, chamada de Gatekeepers, deve cumprir na Capital gaúcha cinco mandados de busca e apreensão e outros quatro em solo fluminense. 

A PF ainda cumpriu a ordem de busca e apreensão de três carros em Porto Alegre, além do bloqueio de ativos em nome de 20 pessoas físicas e jurídicas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Cais Mauá. Existe a suspeita de lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal de Porto Alegre.

A investigação teve início em 2013 com a apuração de aportes feitos por um fundo de previdência privada gaúcho em um fundo de investimentos. Este último aplicava os valores em empresas de construção civil sem que houvesse a devida execução de obras públicas.

No decorrer da investigação, foram identificadas ligações do grupo com obras de revitalização urbana em Porto Alegre. São investigadas possíveis movimentações de recursos para pessoas ligadas à administração, inclusive com a aquisição de bens de alto valor, como veículos de luxo.

O termo Gatekeeper, além do significado em inglês de “porteiro”, ou até mesmo “guardião”, também tem uso no mercado financeiro e está ligado a pessoas ou instituições de credibilidade que atuam em processos de análise de conformidade, verificação e certificação.

Ciclo do dinheiro 

Em entrevista coletiva, o chefe da operação da PF, Eduardo Bollis, destacou que as investigações não dizem respeito às obras. “Eu quero deixar claro que essa operação está centrada nesses parâmetros. Ela não diz respeito a questão de obras. Ela não diz respeito a questão de licenças. Não tem, até o presente momento, nenhuma situação envolvendo servidores públicos e agentes políticos”, ressaltou. 

Conforme Bollis, o próximo passo dos investigadores federais é tentar entender o ciclo do dinheiro e apurar os mecanismos que foram utilizados para transações e compras de bens de altos valores. Os documentos que foram apreendidos na operação serão analisasdos por peritos da Polícia Federal.