Polícia

PF libera quinto suspeito de esquema de corrupção após depoimento

Presídio Central informou não ter recebido mais nenhum pedido de soltura

Quarto suspeito de esquema de corrupção é libertado após depor
Quarto suspeito de esquema de corrupção é libertado após depor Foto : Vinicius Rorato
Mais um suspeito de integrar um esquema de corrupção e venda ilegal de licenças ambientais no Rio Grande do Sul foi solto no início da noite desta quinta-feira, após prestar depoimento à Polícia Federal (PF). Antes, durante a tarde, dois suspeitos investigados haviam sido liberados pela PF. Com isso, cinco dos 18 presos pela Operação Concutare estão em liberdade.

Nesta quinta, deixaram a prisão três empresários. Eles são de Santa Catarina, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul. Eles saíram da sede da Polícia Federal (PF) em Porto Alegre logo após serem interrogados. Segundo advogados de defesa, mais dois detidos podem ser liberados nas próximas horas. No entanto, a direção do Presídio Central deixa claro não ter recebido hoje mais nenhum pedido de soltura.

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Nove dos 18 suspeitos foram ouvidos nesta quinta pela PF, na Capital. Uma van transportou os suspeitos do Presídio Central até a superintendência da PF, que fica na avenida Ipiranga. O veículo chegou ao local pouco depois das 10h. A movimentação dos advogados, no entanto, já era intensa nos corredores do prédio antes do início das oitivas.

Na noite de terça, outros dois suspeitos foram soltos após serem ouvidos: um empresário e um funcionário da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Entre os detidos que permanecem no presídio estão o ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre Luiz Fernando Záchia (PMDB), que prestou depoimento nesse feriado, e o ex-titular da Pasta no âmbito estadual Carlos Niedersberg (PC do B).

O ex-secretário do Meio Ambiente na gestão de Yeda Crusius, Berfran Rosado, também é um dos suspeitos. Rosado ficou em silêncio durante o depoimento na PF sob a alegação de que a defesa não teve acesso à cópia do inquérito da PF. O advogado Luciano Feldens explicou que o cliente está preocupado com a repercussão do caso na mídia e reivindica o direito de preservação da imagem. 




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