A Polícia Federal informou em comunicado, nesta sexta-feira, que encontrou um maço de dinheiro com notas de R$ 100, embrulhado em um papel branco com timbre do Banco Bradesco. A tarja continha uma anotação manuscrita indicando valor de R$ 10 mil e um carimbo com os dizeres “TESOURARIA DCS, 07 jul 2010".
Segundo a PF, o maço fazia parte do dinheiro encontrado escondido em um vaso de ornamentação na residência do superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, preso em flagrante durante a Operação Mercari, na manhã desta quinta.
DCS é uma das agências de publicidade envolvidas no suposto desvio de dinheiro por parte do departamento de marketing do banco. A outra agência publicitária envolvida no caso é a SLM.
Três pessoas seguem presas preventivamente por suspeita de envolvimento em crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro: o superintendente de Marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade DCS, Armando D'Elia Neto, e o representante da SLM, Gilson Stork.
Confira a nota de esclarecimento da DCS, na íntegra:
"Surpreendida pela Operação realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, dia 2 de setembro, na sua sede, e que envolve um de seus funcionários, a DCS informa que colaborou ativamente na execução da medida judicial, fornecendo todos os documentos solicitados e prestando as informações necessárias. Os advogados da empresa ainda não tiveram acesso integral aos autos do inquérito que corre em segredo de Justiça, não podendo, até o momento, prestar maiores esclarecimentos.
Atuando há 25 anos no mercado, a DCS reafirma categoricamente a legalidade e a lisura de todos os contratos firmados com seus clientes e é a mais interessada na elucidação dos fatos. Para isto está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários."
PF localiza dinheiro da tesouraria da DCS na casa do superintendente do Banrisul
Maço de R$ 10 mil estava envolto em rótulo com timbre do Banco Bradesco