Polícia

PF ouve mais quatro presos na Operação Concutare

Acusados depuseram durante a tarde e aguardaram para serem levados de volta ao Central

PF ouve mais quatro presos na Operação Concutare
PF ouve mais quatro presos na Operação Concutare Foto : André Ávila
O feriado do Dia do Trabalho foi de intensa movimentação na superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre. Mais quatro suspeitos de envolvimento no esquema de venda ilegal de licenças ambientais prestaram depoimento. Um deles, cujo nome não foi revelado pela PF, levou mais de quatro horas. Os outros levaram um pouco menos.

Para esta quinta-feira, estão previstos mais oito depoimentos, sendo de dois que estão presos temporariamente no Presídio Central. Até o momento, 12 suspeitos foram ouvidos. Além dos quatro desta quarta, seis foram ouvidos na terça-feira e dois na segunda.

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Eram 14h30min quando os quatro suspeitos, entre eles o ex-secretário municipal do Maio ambiente, Luiz Fernando Záchia, chegaram à sede da PF. O entra e sai de advogados foi constante a tarde inteira, que acompanharam o depoimento de seus clientes. Os acusados eram ouvidos de dois em dois. Depois, retornavam à carceragem da PF, aguardando para serem levados ao Presídio Central novamente.

Foi o caso do advogado Fernando Barrett, defensor de um empresário de Caxias do Sul do setor de água mineral. Segundo ele, ainda não foi pedido o relaxamento da prisão. O defensor ressaltou que o inquérito da Federal não liga a empresa de seu cliente com o caso, mas sim a pessoa dele.

O advogado confirmou que existem escutas, mas que o empresário não faria parte do esquema. “Ele já deveria estar solto”, afirmou Barrett. “O depoimento dele foi bem extenso”.

Quanto ao estado de ânimo de seu cliente, Barrett foi enfático: o empresário está abalado por estar no Presídio Central. Segundo o advogado não é algo que seu cliente considere normal. Porém, o advogado não fez críticas á casa prisional. “Ele está sendo bem tratado lá dentro”, ressaltou.

Na noite de terça-feira, foram soltos dois suspeitos. Um empresário e um funcionário da Fepam. Os dois saíram direto da sede da Federal, por volta das 20h. Com a liberdade destes, ainda estão presos no Central 16 investigados.

O único que optou por permanecer em silêncio perante os delegados da PF foi o ex-secretário do Meio Ambiente na gestão Yeda Berfran Rosado, sob a alegação de que a defesa não teve acesso à cópia do inquérito. O advogado Luciano Feldens explicou que o cliente está preocupado com a repercussão do caso na mídia e reivindica o direito de preservação da imagem. 




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