Para esta quinta-feira, estão previstos mais oito depoimentos, sendo de dois que estão presos temporariamente no Presídio Central. Até o momento, 12 suspeitos foram ouvidos. Além dos quatro desta quarta, seis foram ouvidos na terça-feira e dois na segunda.
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Eram 14h30min quando os quatro suspeitos, entre eles o ex-secretário municipal do Maio ambiente, Luiz Fernando Záchia, chegaram à sede da PF. O entra e sai de advogados foi constante a tarde inteira, que acompanharam o depoimento de seus clientes. Os acusados eram ouvidos de dois em dois. Depois, retornavam à carceragem da PF, aguardando para serem levados ao Presídio Central novamente.
Foi o caso do advogado Fernando Barrett, defensor de um empresário de Caxias do Sul do setor de água mineral. Segundo ele, ainda não foi pedido o relaxamento da prisão. O defensor ressaltou que o inquérito da Federal não liga a empresa de seu cliente com o caso, mas sim a pessoa dele.
O advogado confirmou que existem escutas, mas que o empresário não faria parte do esquema. “Ele já deveria estar solto”, afirmou Barrett. “O depoimento dele foi bem extenso”.
Quanto ao estado de ânimo de seu cliente, Barrett foi enfático: o empresário está abalado por estar no Presídio Central. Segundo o advogado não é algo que seu cliente considere normal. Porém, o advogado não fez críticas á casa prisional. “Ele está sendo bem tratado lá dentro”, ressaltou.
Na noite de terça-feira, foram soltos dois suspeitos. Um empresário e um funcionário da Fepam. Os dois saíram direto da sede da Federal, por volta das 20h. Com a liberdade destes, ainda estão presos no Central 16 investigados.
O único que optou por permanecer em silêncio perante os delegados da PF foi o ex-secretário do Meio Ambiente na gestão Yeda Berfran Rosado, sob a alegação de que a defesa não teve acesso à cópia do inquérito. O advogado Luciano Feldens explicou que o cliente está preocupado com a repercussão do caso na mídia e reivindica o direito de preservação da imagem.