Do total de presos acusados de participar do esquema, quatro atuavam no Rio Grande do Sul, 18 atuavam em Goiás, nove em Minas Gerais, cinco no Rio de Janeiro e em São Paulo, quatro no Distrito Federal, três no Tocantins, dois no Espírito Santo e um no Acre. Segundo a nota oficial da PF, mais de 40 instituições de ensino superior foram vítimas da atuação das quadrilhas.
Esses grupos se concentravam em faculdades particulares de Goiás e Minas Gerais, pois, diz a PF, as "federais possuem grande segurança em seus processos seletivos". A PF informou ainda que não tem elementos para precisar quantas pessoas foram beneficiadas pelo esquema.
De acordo com a PF, ainda é difícil precisar o lucro que as quadrilhas obtiveram com o esquema. "É difícil de precisar, visto que cada uma delas cobra preços variados conforme o tipo de fraude", relata nota oficial. O valor por aluno, no entanto, chegava a R$ 80 mil.
O comunicado da PF afirma que, no primeiro momento, serão investigadas as quadrilhas e, depois, o objetivo será identificar os beneficiados pelo esquema. "Os que forem identificados serão indiciados e posteriormente responderão ao processo criminal pelo ato que cometeram. Os alunos podem ser excluídos administrativamente ou judicialmente", destaca comunicado.