foram presas nesta sexta-feira, no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, nesta sexta-feira. O grupo teria fraudado quase 700 benefícios de seguro-desemprego através de empresas de fachada.
Segundo o delegado Thiago Machado Delabary, o grupo mantinha um escritório de contabilidade e criava empresas do ramo calçadista em Sapiranga, em Nova Hartz, em Taquara e em Novo Hamburgo. As pessoas que eram supostamente empregadas costumavam conceder a metade do benefício para os criminosos. O total de seguro-desemprego para cada golpista podia chegar a R$ 5 mil. Todos os identificados por se passar por trabalhadores e fraudar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) serão indiciados e responderão processo.
Segundo a PF, as empresas fictícias ofereciam a pessoas desempregadas a assinatura formal da Carteira de Trabalho sem a real contratação. Após permanecerem “empregadas” pelo período mínimo estipulado pela legislação (seis meses) para terem direito ao seguro, eram “demitidas” e passavam a ter o direito ao benefício social.
O prejuízo pode chegar a R$ 1.836.756,30 do FAT, sem contar as fraudes do ano de 2011 e as prováveis de natureza previdenciária ou concretizadas a partir de empresas ainda não identificadas, segundo a PF. A investigação iniciou em julho após informações fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através da Agência de Novo Hamburgo. Os investigados poderão responder por estelionato contra entidade de direito público, formação de quadrilha, falsificação de documento público e particular e uso de documento falso. As penas somadas podem superar a 20 anos de reclusão.
A palavra “arbeit' em alemão significa trabalho e deu nome à operação deflagrada na região do Vale do Sinos, de colonização germânica.
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