O mandado de prisão preventiva foi cumprido no bairro Azenha, na Capital. Conhecido como “Samuca”, o preso de 28 anos era natural de Porto Alegre. De acordo com a PF, o homem era o responsável pela obtenção de senhas dos cartões desviados e já havia sido investigado nas Operações Navegantes (2007) e Gemini (2008).
No dia da deflagração da Operação Positus (postal, em latim) foram presas seis pessoas, entre elas um funcionário do CTCE dos Correios, localizado na avenida Sertório em Porto Alegre. Segundo investigações da PF, esse homem repassava o material desviado aos demais integrantes do grupo, que desbloqueavam os cartões e utilizavam em compras na Grande Porto Alegre.
Os dados pessoais das vítimas eram obtidos em sites de consulta comercial. Parte do dinheiro arrecadado pela quadrilha retornava ao funcionário, que já havia sido investigado pela Polícia Civil pelo mesmo delito e teve, com a deflagração da Operação Positus, o afastamento das funções determinado pela Justiça Federal.
A investigação iniciou em abril de 2010 com a ocorrência de assalto a um carteiro. A partir daí, a PF identificou a maneira como a quadrilha atuava. A operação teve o apoio dos Correios, através da Gerência de Segurança.