Policiais federais realizam nesta quarta-feira os primeiros mandados de busca e apreensão na casa do ex-reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Ruben Becker, na rua Luís de Camões, em Canoas. O material localizado na casa de Becker, que inclui documentos, joias e dinheiro, foi levado para a superintendência da PF na Capital. De acordo com policiais, Becker estava em casa no momento.
A Operação Kollektor investiga esquema de desvio de dinheiro da Ulbra por meio de empresas fantasmas criadas com a finalidade de saquear a instituição. Levantamentos apontam um desvio superior a R$ 63 milhões.
A operação policial também investiga os crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e valores, peculato, desvios de verbas do Programa Universidade para Todos (PROUNI), fraude à execução, crimes tributários e previdenciários e formação de quadrilha, entre outros.
A ação da PF mobiliza 127 policiais e 23 servidores da Receita Federal no cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Ivoti, Gramado e nos balneários de Tramandaí e Imbé. Um dos delegados da Polícia Federal, que participou da ação Tiago Delamari, confirmou que entre os mandados de busca estava o ex-vice reitor da Ulbra, Leandro Becker.
O advogado do ex-reitor, Geraldo Moreira, considerou a ação desproporcional. De acordo com o superintendente da superintendente da Polícia Federal no RS, delegado Ildo Gasparetto, a PF trabalhou dentro da lei. "A Justiça, após ouvir o Ministério Público Federal, autorizou que a PF entrasse nesses lugares. Reclamar, todo mundo pode reclamar, mas a Polícia Federal agiu dentro da lei", disse.
PF realiza busca no apartamento de ex-reitor da Ulbra
Material recolhido foi levado para a superintendência da Polícia Federal na Capital