Ontem, uma operação do órgão prendeu 59 pessoas em todo o País, sendo 12 delas secretários de saúde e 30 servidores públicos. Conforme a PF apurou junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), cerca de 450 das 497 prefeituras gaúchas negociaram com 15 empresas suspeitas de envolvimento na fraude, todas localizadas em Barão do Cotegipe.
No esquema, as empresas investigadas participavam de licitações simuladas de modo a beneficiar sempre o mesmo grupo. Também foi verificado que secretarias municipais de Saúde compravam medicamentos com preços superfaturados. Em alguns casos, os remédios não eram entregues ou eram descarregados nas prefeituras com qualidade inferior à contratada – ou quase vencidos.
Gasparetto ressaltou que nem todos os contratos firmados pelas empresas eram fraudulentos, pois os responsáveis precisavam manter uma aparência de legalidade em seus negócios. “Apesar disso, todos os chefes das 450 prefeituras, sejam secretários de Saúde ou da Fazenda, são investigados por nós e terão que prestar esclarecimentos”, ressaltou.
O delegado ainda lamentou que agentes públicos afrontem a população que sofre com a precariedade da saúde pública brasileira. “Enquanto ele roubam, muitos morrem por falta de medicamento”, completou.