Polícia

PF vai indiciar 22 pessoas por crimes ambientais no Estado

Termina hoje prazo das prisões temporárias de 13 detidos na operação Concutare

Termina hoje prazo das prisões temporárias de 13 detidos na operação Concutare
Termina hoje prazo das prisões temporárias de 13 detidos na operação Concutare Foto : André Ávila
A Polícia Federal (PF) informou nesta sexta-feira que indiciará 22 pessoas por envolvimento na rede de corrupção investigada por crimes ambientais no Rio Grande do Sul. Além dos 18 presos na operação Concutare, deflagrada na segunda-feira, serão indiciadas mais quatro pessoas – que não são servidoras públicas – que podem ter relação com  o esquema.

• Leia mais sobre a Operação Concutare

Os indiciados devem responder por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual de cada envolvido. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (DELEMAPH) e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

Os 18 presos na operação – dos quais cinco já forma soltos – prestaram depoimento na Superintendência da Polícia Federal (STF). Quatro foram reinqueridos a depor – três deles já o fizeram e o quarto falará hoje, novamente, com os investigadores. Além disso, seis pessoas de uma lista de 100 que serão intimadas devem ser ouvidas nesta sexta-feira.

Alguns dos advogados dos suspeitos presos estão na Superintendência da PF à espera de que seus clientes sejam liberados, já que se encerra hoje o prazo do pedido de prisão temporária (que pode ser prorrogado por mais cinco dias). Rafael Leal, defensor de Luiz Fernando Záchia, ex-secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, afirmou que Záchia está prestando todos os esclarecimentos possíveis para que a liberação seja imediata. Em relação ao depoimento de seu cliente, o advogado disse que "foi longo (durou mais de cinco horas) exatamente porque (o questionamento) é tão solto, descontextualizado e tão sem cabimento que fica difícil explicar coisas, relações soltas ao vento".

Na tarde desta sexta-feira, a PF concederá uma entrevista coletiva para falar sobre o andamento dos trabalhos e, provavelmente, indformar se pedirá prorrogação das prisões.Conforme o delegado Roger Cardoso, os depoimentos tomados de todos os presos ao longo da semana contribuíram para o andamento das investigações e o relatório da PF deve ser concluído dentro de algumas semanas.





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