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Os indiciados devem responder por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual de cada envolvido. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (DELEMAPH) e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.
Os 18 presos na operação – dos quais cinco já forma soltos – prestaram depoimento na Superintendência da Polícia Federal (STF). Quatro foram reinqueridos a depor – três deles já o fizeram e o quarto falará hoje, novamente, com os investigadores. Além disso, seis pessoas de uma lista de 100 que serão intimadas devem ser ouvidas nesta sexta-feira.
Alguns dos advogados dos suspeitos presos estão na Superintendência da PF à espera de que seus clientes sejam liberados, já que se encerra hoje o prazo do pedido de prisão temporária (que pode ser prorrogado por mais cinco dias). Rafael Leal, defensor de Luiz Fernando Záchia, ex-secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, afirmou que Záchia está prestando todos os esclarecimentos possíveis para que a liberação seja imediata. Em relação ao depoimento de seu cliente, o advogado disse que "foi longo (durou mais de cinco horas) exatamente porque (o questionamento) é tão solto, descontextualizado e tão sem cabimento que fica difícil explicar coisas, relações soltas ao vento".
Na tarde desta sexta-feira, a PF concederá uma entrevista coletiva para falar sobre o andamento dos trabalhos e, provavelmente, indformar se pedirá prorrogação das prisões.Conforme o delegado Roger Cardoso, os depoimentos tomados de todos os presos ao longo da semana contribuíram para o andamento das investigações e o relatório da PF deve ser concluído dentro de algumas semanas.
