Após se entregar à polícia na noite dessa terça-feira, Pimenta Neves passou a noite sozinho, andando de um lado para o outro dentro da cela, que tem apenas colchonetes. Segundo José Carlos de Melo, delegado titular do 2° Distrito Policial, o jornalista está em uma cela de cerca de 5 m², separado de outros presos, por questões de segurança.
O jornalista recusou o café da manhã oferecido na delegacia, pão com manteiga e café com leite, e por volta das 9h sua advogada, Maria José da Costa Ferreira, levou um café da manhã com frutas, frios, pães e suco. Ela não falou com a imprensa e disse que concederá entrevista no início da tarde.
Ele foi transferido, às 23h30min de ontem, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista, para a carceragem do 2º DP, no Bom Retiro, no centro de São Paulo.
Após as possibilidades de recurso da defesa acabarem, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem que Neves deve começar a cumprir a pena de 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo assassinato de Sandra. O jornalista ficou detido entre setembro de 2000 e março de 2001.
O assassinato ocorreu em 20 de agosto de 2000, em um haras na cidade de Ibiúna, em São Paulo. Na época do crime, o casal tinha rompido um relacionamento de quase três anos. Os dois trabalharam no Estado. Pimenta foi diretor de redação e Sandra editora do caderno de Economia. Ela foi morta por dois tiros.