O delegado afirmou que a polícia estuda uma alternativa e pode pedir novos exames para chegar mais perto de uma resposta sobre a causa da morte, ou até mesmo a confirmação de marcas de agressão. “É uma resposta técnica, médica, que não depende de nós”, ressaltou. Segundo Ferreira, o que mudaria seria a tipificação do crime. Caso fosse constado que a mulher foi assassinada, o pintor responderia por latrocínio, além dos outros crimes. “Mesmo assim, ele vai responder por crimes considerados gravíssimos”, explicou.
Ferreira relatou que a história contada pelo homem de 25 anos é coerente. Ele confessou aos policiais que pretendia obter dinheiro da vítima, de quem era conhecido por ter sido pintor da casa. Na última terça-feira, ele foi à residência e chegou a ser atendido pela aposentada, que pediu a ele para arrumar uma telha. O homem aproveitou o momento para exigir uma quantia referente a uma herança. Segundo o depoimento do suspeito, a mulher teria sofrido um mal súbito e morreu. Ele alegou ainda ter se assustado com a situação e escondido o corpo em um compartimento, antes de levar alguns objetos do imóvel.
Ainda na terça-feira, a família da vítima registrou o desaparecimento dela na 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo. Pouco tempo depois, os parentes da aposentada receberam um telefonema com pedido de resgate. A partir de então, os policiais orientaram a família a negociar o pagamento, enquanto seguiam as investigações.
A polícia encontrou uma testemunha, que portava um aparelho auditivo da aposentada. Com isso, foi possível a prisão do suspeito. Ele – que estava em liberdade condicional e já tinha passagens por roubo, furto e sequestro-relâmpago – foi autuado em flagrante pelos crimes de extorsão, já que havia pedido o resgate, e por ocultação de cadáver.
O corpo foi retirado minutos depois do local indicado pelo homem e encaminhado ao Departamento Médico Legal.