Uma pipoqueira de 53 anos encontrou uma medida nada honesta para incrementar as vendas. Com ponto fixo na Praça da Alfândega, nas proximidades do Clube do Comércio, no Centro de Porto Alegre, o que ela menos comercializava era pipoca. O produto era utilizado para ocultar pedras de crack que eram vendidas aos usuários da droga por R$ 5,00 a unidade. Os negócios ilícitos da mulher foram descobertos na tarde desta segunda-feira por policiais do Pelotão de Operações Especial do 9º BPM. Eles encontraram 73 pedras da droga dentro de um vidro onde ela também armazenava o milho.
“Um antigo cliente a denunciou depois de ser flagrado consumindo crack”, relatou o tenente Jorge Luiz Vargas. De acordo com o oficial, a mulher traficava sem despertar a atenção dos PMs que realizam policiamento na Alfândega. “Quem vai suspeitar de um saco de pipoca?”, questionou Vargas. Segundo ela, a pipoqueira agia “acima de qualquer suspeita”, tendo em vista que, enquanto trabalha, tricotava e cuidava do neto de nove anos, cuja mãe está recolhida na Penitenciária Femina Madre Pelletier, também por envolvimento com o tráfico. “Apuramos que o comércio de crack no meio das pipocas vinha ocorrendo há bastante tempo”, assinalou.
Pipoqueira comercializava crack na Praça da Alfândega
Mulher escondia as pedras da droga no vidro do milho