Em janeiro, o secretário da Segurança, Airton Michels, havia adiantado que a ideia do governo era vender a área do presídio. No entanto, Domingues explicou que o terreno é pouco valorizado pela iniciativa privada por não ter vias que possibilitem uma “adequada” mobilidade, e por isso a opção do Piratini é entregar outras áreas. Ele não revelou quais vão ser os espaços públicos oferecidos.
Cada uma das três unidades de detenção que o Estado pretende receber da iniciativa privada deverá ter 550 vagas. Os municípios cotados para as novas casas prisionais são Guaíba, Venâncio Aires e Charqueadas. Hoje, o Presídio Central, projetado para receber 1.980 homens, abriga 4.035 detentos. Em janeiro, o Fórum da Questão Penitenciária denunciou a União à OEA por violação de direitos humanos no Presídio Central.