Polícia

Piratini quer desocupar Central até 2014 e transformar área em centro de lazer

Terreno é pouco valorizado no mercado pela falta de mobilidade no entorno

Terreno é pouco valorizado no mercado pela falta de mobilidade no entorno
Terreno é pouco valorizado no mercado pela falta de mobilidade no entorno Foto : Cristiano Estrela / CP Memória
O governo do Estado pretende desocupar o Presídio Central até 2014 e transformar a área num centro de lazer para a comunidade. Segundo o secretário da Assessoria Superior do Governo, João Victor Domingues, o Piratini tem a intenção de entregar áreas públicas de interesse da iniciativa privada em troca de três novas casas de detenção.

Em janeiro, o secretário da Segurança, Airton Michels, havia adiantado que a ideia do governo era vender a área do presídio. No entanto, Domingues explicou que o terreno é pouco valorizado pela iniciativa privada por não ter vias que possibilitem uma “adequada” mobilidade, e por isso a opção do Piratini é entregar outras áreas. Ele não revelou quais vão ser os espaços públicos oferecidos.

Cada uma das três unidades de detenção que o Estado pretende receber da iniciativa privada deverá ter 550 vagas. Os municípios cotados para as novas casas prisionais são Guaíba, Venâncio Aires e Charqueadas. Hoje, o Presídio Central, projetado para receber 1.980 homens, abriga 4.035 detentos. Em janeiro, o Fórum da Questão Penitenciária denunciou a União à OEA por violação de direitos humanos no Presídio Central.


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