Polícia

PM de Canoas relata tiroteio com policial civil que resultou em morte de segurança

Briga em boate ocorreu no domingo e deixou três pessoas baleadas

Crime ocorreu em frente à boate
Crime ocorreu em frente à boate Foto : Jimmy Azevedo / Rádio Guaíba / CP
A reportagem da Rádio Guaíba conversou, nesta segunda-feira, com uma das testemunhas e participantes da briga em um bar de Canoas, no domingo, que resultou na morte do segurança Luciano do Santos. A confusão na boate Bar e Bar, às margens da BR-116, deixou três pessoas baleadas, sendo dois policiais militares.

Entre os baleados está o soldado Bráulio Santana, lotado em Canoas, que disse estar na boate como frequentador, pois era uma noite de folga. Segundo a versão do PM, ele, o colega Rafael Antunes e o segurança da boate, Luciano dos Santos, de 32 anos, tentaram acalmar os ânimos do policial civil de 40 anos que queria entrar no bar na hora do fechamento. "Eu disse para ele se acalmar, pois o conhecia, embora ele não tivesse lembrado de mim", disse. Minutos depois de muita discussão, o policial civil e um amigo, José Valdir da Silva, tomaram a arma do outro policial militar.

"Eles botaram a arma na minha cabeça, depois começou o tiroteio. O segurança foi baleado na cabeça, e, mesmo no chão, foi alvo de mais tiros", relata Bráulio. O PM relatou que ficou na porta da boate para impedir o policial e o comparsa de invadir o local e colocar em risco a vida de outras pessoas. "Fiquei na porta trocando tiros com eles", contou. Bráulio Santana foi baleado na perna e no braço. O segurança Luciano dos Santos, que também era vigilante de uma agência do Banco do Brasil de Canoas, morreu. O PM Rafael Antunes foi baleado e encaminhado ao HPS de Canoas.

Depois de acionada, a BM perseguiu o policial civil até a avenida Siqueira Campos, onde ele entrou correndo na Delegacia de Pronto Atendimento. Quando os PMs fardados chegaram à delegacia, um grupo de policiais civis que também estava de plantão saiu do prédio. Os dois grupos quase entraram em confronto armado. Na cena do crime, junto ao bar, foram apreendidos um revólver calibre 38, uma pistola 635 e outra pistola .40.

A reportagem não conseguiu falar com policial suspeito de matar Luciano, preso na carceragem da Polícia Civil, já que foi indiciado por porte ilegal. Investigado pela corporação por corrupção ativa, ele havia perdido o aval para andar armado. O comparsa dele foi indiciado por homicídio.