O major João Carlos Neves, responsável pela Comunicação Social da Polícia Militar na capital catarinense, informou, porém, que a designação não é do Comando da PM. "Cada comandante de batalhão conhece bem sua corporação, faz uma análise técnica e pode requerer as habilidades de policiais em especial, eles têm autonomia para isso", explicou Neves. "Essa retirada de policiais de suas férias está dentro das normas da corporação. Apenas policiais em licenças especiais não poderiam ser chamados ao trabalho nestes casos", salientou. "Vivemos um período conturbado e alguns sacrifícios têm que ser feitos", acrescentou.
Sob condição de anonimato, um dos policiais que foram retirados de suas férias explicou que não houve revolta entre a corporação, pelo contrário. "Somos policiais e temos que estar sempre prontos para o nosso trabalho. Não podemos virar as costas para a população em um momento como este", declarou.
A esposa de outro policial que também voltou ao trabalho na manhã deste domingo - e que também pediu para não ser identificada -, disse que ficou preocupada, porque, segundo ela, o foco dos ataques agora são os PMs. "Temos uma filha pequena e só não me sinto mais ameaçada porque moro em condomínio fechado. Se morássemos em uma casa, eu ficaria muito mais preocupada em ficar sozinha com minha filha", explicou. "Mas esse é o trabalho do meu marido e eu entendo perfeitamente o que deve ser feito nessa situação", desabafou. "Só não vamos falar por enquanto para mãe dele, porque ela sofre do coração."
Na manhã deste domingo, a Unidade prisional de Araranguá, no Sul do estado, foi alvejada. Quatro tiros foram disparados de dentro de um carro em movimento e atingiram o muro da casa prisional. O veículo não foi localizado pela polícia.