O ato contra os gastos públicos na Copa das Confederações, realizado durante a tarde nos arredores do estádio, terminou em confronto entre manifestantes e policiais. "Não faltou preparo, não faltou planejamento, não faltou integração entre as forças policiais. O jogo só aconteceu por conta da atuação da PM. Quando há a recusa (no cumprimento) de uma ordem de autoridade legal, está se cometendo crime e a polícia precisa intervir", completou.
Para o porta-voz, a atuação policial também "foi necessária para garantir a desobstrução da via pública (...) e das estações de trem e metrô de São Cristóvão". A PM escalou 1,2 mil policiais militares para atuar no Maracanã, dos quais 350 dentro do estádio.
Durante o protesto no Rio na tarde deste domingo, a Polícia Militar (PM) lançou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo as cerca de mil pessoas que protestavam nas imediações do estádio. A névoa enfumaçada que se formou no entorno do Maracanã fez com que centenas de pessoas passassem mal, com crises de tosse, lágrimas nos olhos e dificuldades para respirar.
A PM informou que seis manifestantes foram presos durante o protesto. Segundo o coronel Frederico Caldas, seis artefatos explosivos foram apreendidos pelos policiais. Um deles era um coquetel molotov, afirmou o oficial.
Caldas também contou que um policial do 4º Batalhão ficou ferido - não divulgou, porém, qual o estado de saúde da vítima. Asmática, uma jovem manifestante teve que ser socorrida pelos colegas durante a repressão ao protesto.
Ministro do Esporte silencia
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quis opinar sobre os protestos do Rio e de Brasília, na véspera da abertura da Copa das Confederações, antes da vitória do Brasil sobre o Japão. "Quero ver o conjunto da obra primeiro, para depois opinar. Não vi nada, estava aqui dentro", afirmou antes da partida entre México e Itália, no Maracanã.
Em Brasília, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que 29 pessoas foram detidas no protesto de sábado. Do total, 19 eram adultos e dez adolescentes. Entre os adultos, 17 continuam na 5ª Delegacia de Polícia Civil e dois foram liberados. Eles irão responder pelos crimes de desacato à autoridade, ressistência à prisão e dano ao patrimônio público.