Segundo o capitão Marcelo Carlson Corrêa, o policial estava à paisana e fazia compras no supermercado para um churrasco de família. Após os disparos, os demais clientes correram para o fundo do estabelecimento, buscando proteção. Os criminosos teriam fugido em um carro vermelho. As compras do policial ficaram no supermercado.
A Brigada Militar aposta que Rogi Teixeira da Rocha, que era soldado do 17ª BPM, tenha sido vítima de uma represália. De acordo com o capitão Marcelo Carlson Corrêa, o policial tinha um grande histórico de prisões efetuadas. No armário de Rocha, os agentes da BM encontraram uma maleta onde constavam documentos referentes às detenções efetuadas pelo soldado. “Era um colega excelente. Recentemente conseguiu prender criminosos que assaltaram uma joalheria aqui em Gravataí”, relatou.
As buscas por eventuais suspeitos já começaram em Gravataí. Conforme o capitão, também serão analisadas fichas com o histórico das prisões que Rocha efetuou mais recentemente, além dos documentos que ele guardava na maleta. Testemunhas começarão a ser ouvidas nesta segunda-feira.
O corpo do policial será enterrado na manhã de segunda no Cemitério Jardim Celestial, em Gravataí, às 9h. No local, um esquema de segurança foi montado logo na entrada, com permissão de acesso somente de policiais, amigos e familares. Rocha deixou esposa e um filho.