Comoção e honras militares marcaram a despedida do soldado Everton Raniere Kirsch Júnior, de 31 anos. O policial foi uma das vítimas da ocorrência envolvendo um atirador em Novo Hamburgo. Ele deixa esposa e um filho de apenas 46 dias.
O PM foi sepultado no Cemitério Jardim da Memória, também na cidade do Vale do Sinos, a mesma em que nasceu.
Kirsch integrava a primeira guarnição da Brigada Militar que chegou ao imóvel na rua Adolfo Jaeger, no bairro Ouro Branco, por volta das 22h40min de terça-feira. A informação inicial era que a ocorrência envolvia uma briga familiar mas, em meio ao atendimento do caso, um dos moradores abriu fogo contra os presentes.
O comandante-geral da BM, Cláudio Feoli, lamentou a perda e garantiu que a corporação prestará acompanhamento a família do PM. “A Brigada Militar é uma grande família. O acompanhamento aos parentes do soldado Kirsch será feito por toda a vida, principalmente ao bebê, um menino de 46 dias que talvez nem vá lembrar do toque do pai”, disse.
O soldado foi atingido por um disparo na cabeça e morreu no local. O corpo dele foi retirado do local somente às 1h27min, pelo efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em meio ao tiroteio.
O atendimento da ocorrência foi encerrado após mais de 10 horas. O atirador foi identificado como o motorista de caminhão Edson Fernando Crippa, de 45 anos, que morreu no confronto. Além de Everton Kirsch, o soldado Rodrigo Weber Voltz teve a morte confirmada no início desta tarde. Outros quatro militares e um guarda municipal ficaram feridos.
O criminoso também assassinou o pai e um irmão. A mãe e a cunhada dele foram baleadas, passaram por cirurgia e estão internadas.