Polícia

PM suspeito de matar jovem na saída de festa é liberado

Outro policial supostamente envolvido no crime continua preso

O judiciário não autorizou a prisão preventiva de um dos policiais militares (PMs) suspeitos do assassinato de Wagner Boeira Cardoso, de 27 anos, ocorrido na madrugada de domingo na Capital. O soldado, que passou a noite detido no Batalhão de Polícia de Guarda da Brigada Militar (BM), está afastado das atividades de rua, mas atua administrativamente no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O outro soldado suspeito de envolvimento no crime está preso preventivamente. O judiciário entendeu que ele poderia ter prestado socorro à vítima, mas fugiu alegando ter disparado acidentalmente. Ele foi detido na BR-290, quando sofreu um acidente. ao tentar ir para Osório na madrugada do crime.

O 9º BPM iniciou um procedimento administrativo para apurar se os policiais estavam trabalhando como seguranças na casa noturna Roseplace, onde a briga com a vítima teria começado. O trabalho deve ser finalizado em 20 dias. Caso seja comprovado que os suspeitos trabalhavam na boate - o que não é permitido pela BM - , eles poderão ser advertidos ou até expulsos da corporação. De acordo com o Comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Antero Batista Homem, como o crime ocorreu no horário de folga dos suspeitos, não caberá à Brigada Militar investigar o caso com Inquérito Policial Militar (IPM). A Delegacia de Homicídios apura o caso.

O assassinato ocorreu por volta das 5h na rua Doutor Timóteo, nas imediações da casa noturna localizada na rua 24 de Outubro. Cardoso e um amigo foram perseguidos e, a cerca de 200 metros do estabelecimento, a dupla foi alcançada e agredida a socos, pontapés e coronhadas. Boeira foi atingido com um tiro na cabeça e morreu na hora. A outra vítima ficou com o rosto desfigurado, com fraturas no nariz e na face. Imagens de câmeras da boate e de estabelecimentos comerciais da região já foram solicitadas pela Polícia.