Polícia

PMs rejeitam proposta, mas suspendem protestos até quarta

Categoria se reuniu com representantes da Casa Civil no Palácio Piratini nesta sexta

Reunião foi feita no início da tarde desta sexta-feira, no Palácio Piratini
Reunião foi feita no início da tarde desta sexta-feira, no Palácio Piratini Foto : Eduardo Seidl / Palácio Piratini
Os policiais militares rejeitaram, na tarde desta sexta-feira, a proposta do governo do Estado de antecipar a parcela do aumento de 4,65% que seria pago em março de 2012 para outubro deste ano. Eles prometeram, no entanto, dar uma trégua com a paralisação das barricadas e queimas de pneus nas rodovias.

Os protestos fazem parte da mobilização por melhores salários e tiveram início no dia 4 deste mês, se intensificando nesta semana. A decisão foi tomada após reunião entre a categoria e o Executivo, no início da tarde, no Palácio Piratini.


A categoria cobra do governo estadual a definição de uma matriz salarial para os quatro anos do governo Tarso Genro, o prometido pelo governador quando assumiu o Piratini. “Queremos um calendário até 2014 e que chegue o salário de R$ 3,2 mil. Aguardamos uma proposta digna e que foi prometida”, salientou o presidente da Associação de Praças da Brigada Militar (BM), Leonel Luca. A expectativa dos brigadianos é de que, até a próxima quarta-feira, seja apresentada uma nova proposta à categoria.

Segundo o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, se somados os 6,32% concedidos no início deste ano aos brigadianos aos outros 9,3% (outubro/2011 e março/2012), o reajuste chegaria em torno de 17%, sendo que só neste ano seria 11,5%. “Nós vamos garantir uma política de ganho real nos quatro anos de governo para a Segurança, mas, se vai chegar aos R$ 3,2 mil de salário, é outra questão, condicionada ao desempenho da economia e da arrecadação estadual, por exemplo. Estamos avaliando”, destacou Pestana. A média de ganho de um soldado é de R$ 1.170.


Protestos tiveram início no dia 4 deste mês | Crédito: Marcos Thiago / Especial CP

"Perder a cabeça"

O governador admitiu, em Rio Grande, que considera o salário dos policiais gaúchos “uma vergonha” e prometeu a um grupo de servidores da Segurança que pretende reajustar os vencimentos da categoria ainda este ano. Ele pediu, no entanto, para os policiais não “perderem a cabeça”, se referindo aos protestos com barreiras. Segundo Tarso, isso tira a legitimidade da manifestação. O chefe do Executivo informou que pedirá para a Polícia Federal investigar os atos. Para Tarso, se for comprovada a participação de integrantes da BM, será uma mancha na história da corporação.

Já passa de dez o número de protestos por melhores salários para a BM, no Estado, neste mês. Somente nesta sexta-feira, foram quatro registros. Um deles ocorreu em Gravataí, no km 18 da ERS 118, próximo à entrada para o Campus da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Em seguida, pneus foram queimados na avenida Getúlio Vargas, em frente à prefeitura de Alvorada.

A terceira barricada ocorreu no km 26 da BR 392, em Rio Grande, na zona Sul do Estado. A Polícia Rodoviária Federal informou que houve bloqueio total da pista por uma hora. Por volta das 5h, manifestantes atearam fogo a pneus no km 107 da BR 158, em Palmeira das Missões.

Assista ao vídeo do protesto em Alvorada:

                              

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