“Pode aumentar, seja pela necessidade de desmembramento de fatos e também porque as manifestações não cessaram e ainda estão gerando um certo problema, já que tivemos a notícia de crimes praticados na última delas”, avaliou o delegado Marco Antônio de Souza, do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), responsável pelas investigações.
Pelo menos 60 pessoas foram indiciadas por atos de vandalismo. Dos 60, 39 devem responder pelos crimes de dano ao patrimônio privado ou público, além de furto e roubo. Os demais vão assinar Termo Circunstanciado, por terem praticado crimes de menor potencial ofensivo, como resistência à prisão e desacato à autoridade, por exemplo. O número também já subiu, mas ainda não foi contabilizado.
De acordo com Marco Antônio de Souza, a maioria dos indiciamentos ocorreu em função da prática de danos ao patrimônio privado, como agências bancárias, estabelecimentos comerciais e veículos estacionados na rota dos protestos ou danos ao patrimônio público como à Prefeitura de Porto Alegre e ao Palácio da Justiça, na Praça da Matriz. Devido ao elevado número de participantes nos atos, o delegado frisou que o trabalho é complexo e exige paciência para não incriminar ativistas que não praticaram crimes. “É uma investigação complexa porque visa apurar a autoria de criminosos, separar os manifestantes pacíficos e assegurar que não seja feita injustiça”, ressaltou.
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